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FESTAS BíBLICAS (Festas do Senhor)

SHABBAT – Sábado de Descanso
Deus acaba a Sua obra da criação e estabelece um princípio: descansa no sétimo dia.
Deus cria este dia para ser santificado pela comunhão com Ele e descanso. Génesis 2:1-3; Êxodo 16:23-30; 20:8-11, 31:12-17; Levitico 23:3; Deuteronómio 5:12-15; Isaías 56:1-2, 6, 58:13-14; Jeremias 17:19-23; Ezequiel 22:26; Neemias 13:15-18; Lucas 4:17-21; Hebreus 4:11. É a primeira festa central da vida do povo de Deus. A primeira festa central na vida de Israel, uma celebração semanal. Celebramos o Shabbat, declarando que Elohim é o Criador, confessando e proclamando que Ele é o Senhor (Adonai) sobre todas as coisas.
O Shabat é uma prefiguração da Era Vindoura e a terra prometida universal, onde todos viverão em paz e no descanso do Eterno.
O Shabbat faz parte do Dom e Chamado Irrevogável de Adonai, é um Mandamento do Eterno (Êxodo 20:8-11), Yeshua seguiu-o, santificou cada Sábado Santo, observou e corrigiu o legalismo praticado por alguns; os discípulos, a Igreja primitiva e apostólica também o santificavam. (Actos 13:14-15; 15:21; 16:13; 17:2; 18:4; 42 e 44)

A PÁSCOA / PESSACH
Páscoa (Pessach) deve ser celebrada no 14º dia do primeiro mês do ano, pelo calendário hebraico. A ordem de Deus, neste sentido, encontra-se em Êxodo 12:1-14 e em Levítico 23:4-5.
A doutrina ligada à Páscoa é a da redenção. Redenção tem a ver com libertação dos escravos. Em seu significado histórico, a Páscoa alude à libertação que Deus concedeu a Seu povo Israel, da escravidão no Egipto, relatada no livro de Êxodo. Deus livrou os israelitas na noite da décima praga, que foi a da morte de todos os primogénitos dos egípcios. Este livramento de morte foi obtido através do sacrifício de um cordeiro, com a aspersão do sangue nas ombreiras e vergas das portas, assim marcando as casas e protegendo o povo de Deus. O termo Páscoa vem do original Hebraico, Pessach, que significa, literalmente "passar sobre", referindo-se ao anjo da morte que, ao ver o sangue do cordeiro nas casas israelitas, dirigia-se a outra, passando sobre ela.
Nesta época os escravos eram os israelitas, que não tinham como alcançar sua liberdade, e necessitavam de alguém que fizesse isto por eles. E foi isto que o Senhor fez por Israel. Toda redenção acontece porque um preço é pago. Neste caso, a fiança foi o sangue do cordeiro da Páscoa. Os israelitas foram resgatados da morte e da escravidão egípcia, para passar a pertencer a outro dono, a Deus. A verdadeira redenção significava que eles estariam livres dos cruéis egípcios para servir ao Deus vivo.
O mesmo se passa connosco: o pecado nas nossas vidas é tão dominante que é descrito não só como escravos dele, em Romanos 6:17-18, como também, espiritualmente mortos nele, em Efésios 2: 5-6. Tínhamos necessidade que alguém nos resgatasse do Egipto e pagasse a nossa dívida. Jesus Cristo, que sempre celebrou a Festa da Páscoa, naquele ano, ofereceu-se em sacrifício, como o "Cordeiro de Deus", assinalando bem o significado espiritual da Páscoa, ao libertar de seus pecados todo aquele que n'Ele crê. Aprendemos então que, pela nossa redenção, não somos livres para fazer o que desejamos. Nós agora pertencemos a Jesus, porque a nossa libertação da escravidão, dos nossos pecados, foi paga com Seu precioso sangue. Esta situação é confirmada pela palavra de Deus - I Coríntios 6:19-20:"Ou não sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmos; fostes comprados por bom preço. Glorifica, pois, a Deus no vosso corpo (e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus) ".

PENTECOSTES/ SHAVUOT
Shavuot palavra que em hebraico significa semana, é celebrada nos dias 6 e 7 de Sivan, ou seja, 50º dia da "Sefirat HaOmer". (sete semanas contadas a partir do 2º dia de Pessach). Shavuot é uma das três festividades de peregrinação nas quais a visita a Jerusalém e ao Templo era obrigatória. As outras duas festividades são Pessach e Sucot.
• Chag HaShavuot - Festa das Semanas, que conclui o período de sete semanas, no qual se conta o Omer. Assinala o começo da colheita do trigo.
• Chag HaBikurim - Dia das Primícias - "E no dia das primícias ordenes aos filhos de Israel e digas: ao oferecer-me vossos sacrifícios cuidado em fazê-lo em tempo, nas semanas sagradas, e terão reunião santa, e não realizarão nenhum trabalho. (Números 28:2). Sobre os pães da primícia, que se sacrificam no Templo, e sobre o período das primícias, que se inicia em Shavuot, cada um é imposto a trazer primícias das sete espécies perante Deus, no Templo. (Deuteronómio 26).
• Zman Matan Toratenu - (Data da Entrega da Nossa Lei) - Esta denominação não consta na Torah. Foi atribuída pela tradição popular como o dia em que o povo de Israel recebeu de D'us por intermédio de Moisés, os Dez Mandamentos, no Monte Sinai. O Decálogo com os mandamentos básicos do judaísmo, estão gravados nas duas Tábuas da Lei.
• Chag HaKatzir - (Festa da Colheita) - Baseia-se no versículo: " é a festa da colheita das primícias frutos do teu trabalho que houveres semeado no campo". (Êxodo 23:16).
• Pentecostes - Palavra grega que significa "quinquagésimo", pois em Shavuot celebra-se o quinquagésimo dia após o início da contagem dos dias do Omer, mencionado na primeira noite de Pessach.
• Atséret – A palavra "Atséret" significa "reunião", e Atséret é o único nome pelo qual Shavuot é chamado no Talmud. Os rabinos do Talmud consideravam Shavuot como o dia de encerramento da festividade de Pessach, que devia ser comemorado como um dia de "reunião solene" e "convocação sagrada". Eles consideravam que a relação entre Shavuot e Pessach era a mesma que entre Shemini Atséret e Sucot. Shemini Atséret era a conclusão de Sucot e Shavuot a conclusão de Pessach.
• Shavuot - Festa campestre e religiosa
O carácter mais antigo de Shavuot é o de festa campestre. No mês de Sivan termina a colheita de cereais. Um momento de tal importância na vida do povo dedicado ao cultivo da terra, não podia transcorrer sem a recordação de Deus, e sem uma exteriorização de gratidão. Assim, pois, dos próprios produtos que, graças à protecção divina puderam ser extraídos do solo, eram separadas as primícias, como oferenda. Por isso Shavuot é chamada também, Chag Habikurim, Festa das Primícias. Na época do Templo, Shavuot se caracterizava pelas peregrinações. Grandes grupos de agricultores afluíam de todas as províncias e o país adquiria um aspecto animado e pitoresco. Os peregrinos organizavam-se em longas caminhadas, e dirigiam-se para Jerusalém, acompanhados durante o trajecto pelos alegres sons de flauta. Em cestos decorados com fitas e flores, cada um conduzia a sua oferenda; primícias de trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras. Produtos que deram renome ao solo de Eretz Israel. Chegados à Cidade Santa, eram acolhidos com cânticos de boas vindas e entravam no Templo, onde faziam a entrega dos seus cestos ao sacerdote. A cerimónia completava-se com hinos e toques de harpas e outros instrumentos musicais.

As Sete Espécies
Em "Chag HaShavuot" a entrega de "bikurim" é simbolizada por sete espécies, frutos da terra e do trabalho dos hebreus.
Trigo e cevada (chitá usseorá) são produtos de inverno, que se beneficiam com a estação das chuvas. A cevada amadurece antes do trigo, logo nos primeiros dias de primavera, na época de Pessach. O Omer era uma medida de cevada que se trazia ao Templo a partir do segundo dia de Pessach. O trigo, por amadurecer mais tarde, só era levado ao Templo, por ocasião de Shavuot
Uva (Guefen) - em Israel, geralmente, a uva só amadurece durante os meses de Tamuz e Av (Junho e Julho). Porém, em algumas regiões, pode-se já colher alguns cachos em Sivan, na época de Shavuot. A Bíblia fala-nos do episódio de exploradores, enviados por Moisés, de enormes cachos, que eram tão pesados a ponto de se tornar necessário carregá-los a dois, sobre um bastão. Cultiva-se a uva actualmente nos montes da Judeia, e as grandes plantações se encontram em Rishon Le Tzion e Zichron Yaacov.
Figo (Teená) - descansar à sombra de seu vinhedo e da sua figueira, que representava para nossos antepassados o ideal de uma vida de paz. A figueira cresce na montanha e requer muito pouco tratamento. Compara-se a Torah ao figo: "O figo, ao contrário de todas as outras frutas, é inteiramente comestível. O mesmo passa-se com as palavras da Torah; nenhuma é inútil". Encontram-se, hoje em dia, em Israel, figos frescos e figos secos de excelente qualidade.
Romã (Rimon) - existia na Terra de Canãa, no momento da conquista de Josué (Números X12:23). Ela amadurece somente no fim do verão (Agosto, Setembro). Em Shavuot não se podia trazer então a fruta, porém trazia-se as flores da romã, que enfeitavam os cestos. Para definir um homem cheio de méritos, diz-se que ele está tão completo de mitzvot quanto a romã de grãos.
Azeitona (Zait) - o país de Israel é tão rico em óleo, que o rei Salomão pôde pagar com óleo os cedros do Líbano, que ele havia recebido do rei Tyr. A azeitona amadurece durante os meses de Elul, Tishrei (Setembro, Outubro) e, portanto, o óleo só era trazido ao Templo no fim do verão.
Tâmara (Tamar) - nossos sábios explicam que não se trata do mel das abelhas, mas do açúcar das frutas e, mais em particular, da tâmara (tamar). A tamareira cresce em abundância no vale do Beit Shean e nas margens do Kineret. Esta árvore dá à paisagem um ar de nobreza incomparável. O salmista compara sua crença à do justo," que floresce como uma tamareira".

Costumes de Shavuot
Os três dias que precedem Shavuot dedicam-se, geralmente, ao estudo da Bíblia e de outros textos sagrados. As pessoas preparam-se, assim, para receber a festa, tal como os israelitas do deserto se aprontavam, por ordem de Moisés, "para o terceiro dia". Costuma-se passar a primeira noite de Shavuot em vigília, entregando-se a discussões sagradas com alguns amigos. O Tikun Leil Shavuot, espécie de antologia em que figuram fragmentos de todos os livros da Bíblia, como também dos tratados do Talmud até o Zohar (obra fundamental da Cabala), serve de material para as leituras dessa noite.

Na Sinagoga
No serviço religioso realizado na sinagoga, é incluído a leitura da promulgação dos Dez Mandamentos. Como reminiscência do caráter campestre de Shavuot, junta-se a leitura do livro de Ruth, relato idílico que descreve a colheita e demonstra até que ponto a legislação judaica considerava a situação dos desamparados: "E, quando contardes a ceifa da vossa terra, não acabarás a orla de teu tempo ao cortares nem recolherás as espigas caídas da tua ceifa: para o pobre e para o estrangeiro as deixarás: Eu sou o Eterno, vosso D'us". (Levítico 23:22). Apesar da desaprovação inicial de algumas antigas autoridades por achar ser uma imitação de certos ritos da Igreja, as sinagogas e lares, em Shavuot, são decorados com plantas, flores e ramos de árvores, o que enfatiza a origem agrícola desta festividade.

No lar
Nos lares, são preparadas comidas especiais, preferencialmente lácteas e pratos adoçados com mel. Este costume tem uma origem muito interessante, pois deriva de uma passagem do Cântico dos Cânticos, do rei Salomão, que diz: “mel e leite há sob tua língua", o que significa que a Torah é tão doce como o mel, tão nutritiva como o leite.

Meguilat Rute
Rute é a heroína moabita do livro bíblico de Ruth e antepassada do rei David. Ruth, que era filha do rei de Moabe, casou-se com um israelita e viveu com a família dele em Moabe. Quando o seu marido morreu, a sua sogra, Naomi, incentivou-a voltar para casa, Ruth, no entanto, recusou- se a abandonar a idosa Naomi, prometendo ir com ela e aceitar o seu povo e seu Deus (Ruth 1:16). Naomi então instruiu a nos princípios e práticas do judaísmo, e Ruth tornou-se uma convertida devota. Naomi e Ruth chegaram a Belém (Beit Lechem), em Yehudá, "no começo da colheita de cevada" (Ruth 1:22). Ruth, que não semeou nos campos de Israel, recolhe espigas que caem por detrás dos ceifeiros e, assim, ganha o pão para si e para sua sogra. A moabita continua a obedecer aos conselhos de sua sogra, pois sabe que todos eles são produto de sua sabedoria e seu amor profundo. Após viver algum tempo em Belém em grande pobreza, Ruth casou mais tarde com Boaz, um parente de seu falecido marido. Embora Ruth fosse fisicamente incapaz de ter filhos, Deus realizou um milagre e ela concebeu. Ruth sobreviveu até o reinado de seu tetraneto Salomão. Rute entrou para a genealogia do Messias.

FESTA DAS TROMBETAS - ROSH HASHANNAH
" Disse mais o Senhora Moisés: Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação. Nenhuma obra servil fareis, mas trareis oferta queimada ao Senhor.” - Levitico 23:23-25
A Festa das Trombetas faz parte da Festa dos Tabernáculos. Ocorre no sétimo mês, e verificaremos na Palavra de Deus, que há sete selos, sete trombetas e as sete últimas pragas envolvidas nesta profecia que começa com esta festa especial das trombetas.
Esta festa é um "memorial com os sonidos de trombetas" (Levítico 23:24). Deus mandou Moisés fazer duas trombetas de prata e deviam ser usadas: "para convocar a congregação e para a partida dos arraiais" Também deveriam ser tocadas quando fossem sair para pelejar contra inimigos, então Deus se lembraria deles e os livraria dos inimigos (Números 10:2-3;9).
Também deveriam ser tocadas em dias de celebração, de alegria, nas solenidades, e no início de cada mês, e ainda quando houvesse sacrifício no holocausto. (Números 10:10)
O Shofar!
Havia também uma outra trombeta que deveria sonir na festa das trombetas, e deveria ser uma trombeta especial feita de chifre de carneiro, chamada um "Shofar".
Conforme dissemos no início, o shofar é mencionado na Bíblia aproximadamente 70 vezes e traduzido para o português como "trombeta" ou "corneta".
O shofar é usado também como um alarme da guerra: "Tocai a trombeta (shofar) em Sião, e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, já está próximo." Joel 2:1
Como Jeremias reagiu quando ouviu o som do shofar? "Ah! meu coração! meu coração! Eu me contorço em dores. Oh! as paredes do meu coração! Meu coração se agita! Não posso calar-me, porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta (shofar), o alarido de guerra." Jeremias 4:19
Jeremias ficou cheio de medo com o som do shofar retinido como alarme para guerra, significando que a morte e a destruição estavam próximas.
É este aviso da guerra que dá à Festa das Trombetas um toque de seriedade e de solenidade! Lemos em Números 10:10: “Semelhantemente, no dia da vossa alegria, nas vossas festas fixas, e nos princípios dos vossos meses, tocareis as trombetas sobre os vossos holocaustos, e sobre os sacrifícios de vossas ofertas pacíficas; e eles vos serão por memorial perante vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus.”
Hoje, vivemos PENTECOSTES, dias de grandes colheitas no mundo, mas também vivemos profeticamente os dias que antecedem a última festa, TABERNÁCULOS, e estes dias são os dias em que a TROMBETA profética está soando.
Trombetas falam-nos hoje das vozes proféticas que Deus está a levantar por todo o mundo restaurando as verdades, tirando o fermento da Sua Igreja, preparando-a para receber Jesus, como a Sua Noiva preparada. Isaías 58:1, refere os profetas que levantavam as suas vozes como trombetas, anunciando as transgressões do povo. Apocalipse 1:10 refere que a “voz do Senhor era como uma forte trombeta”. Fala-nos da voz profética que soa nesses dias que antecedem a vinda do Senhor.

Oito Razões Para Tocar as Trombetas
• chamar a Assembleia ao ajuntamento - fala-nos da unidade no corpo de Cristo, independentemente das denominações.
• convocar a congregação para partir - tinham que ter o cuidado de responder quando Deus se movia Números 9:22. - Quando Deus fala é para nos movermos em obediência.
• chamar os líderes - Deus está a fazer isto nos nossos dias.
• tocar o alarme - preparados para enfrentar o inimigo.
• para sair para a guerra - quando Deus ouvia a Trombeta, lutava por Israel - fala-nos de Guerra espiritual contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais.
• tocar para anunciar dias de alegria e festa - fala-nos de celebração.
• tocar para ofertas e sacrifícios - prontos para dizimar e ofertar o que temos colhido.
• Um Toque de preparação para a Guerra - Por causa da desobediência e do pecado do povo.
O Livro de Jeremias está repleto de citações a respeito das razões do juízo e de palavras proféticas conclamando o povo ao arrependimento.
A Festa das Trombetas é também profética, e tem a ver com segunda vinda de Jesus e com o final dos tempos!
Em Mateus 24:3 os discípulos perguntam a Jesus quando aquelas coisas profetizadas haveriam de acontecer, e que sinal haveria da vinda do Senhor, e da consumação do século...
O primeiro sinal que Jesus deu foi o de falsos profetas que tentariam iludir o povo. Os sinais seguintes que Jesus revela são: guerras, fomes, pestilências, e terramotos: (Mateus 24:6-8 ).
Jesus continua com o sinal da Grande Tribulação: "porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais."
Depois, Jesus fala da sua vinda afirmando: " Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus." - Mateus 24:29-31
Jesus voltará em um tempo de guerra mundial! O toque do shofar (trombeta) também se faz em tempo de guerra!
Este é o tempo em que o Senhor está levantando o Tabernáculo de David (Actos 15:16) – É o tempo em que o Senhor está estendendo a Mão para resgatar o restante do seu povo (Isa. 11:11) É o tempo de se buscar a ovelha perdida (Ezequiel 34:1-14).
Quando este tempo se completar: "Naquele dia se tocará uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria, e os que forem desterrados para a terra do Egipto tornarão a vir, e adorarão ao Senhor no monte santo em Jerusalém." (Isaías 27:13)
Israel será resgatado ao som da TROMBETA (shofar) na segunda vinda de Cristo.
A Igreja ligada a Roma não tem reconhecido a importância a Festa das Trombetas e por isso tem vivido despreocupada dizendo que um dia, algures, Jesus voltará. Porém, a Igreja firmada em Sião, enxertada na Oliveira, sabe quando Ele vem e prepara-se para esse glorioso Dia!
Quando Cristo retornará?
Ninguém sabe o Dia ou a Hora! Só Deus que o Pai conhece: "Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai" (Mateus 24:36).
Nós sabemos que Cristo voltará ao toque da Sétima, da última Trombeta (shofar).
O sétimo selo é aberto em Apocalipse 8:1. Quando o sétimo selo for aberto, aparecerão sete Anjos, cada um com uma trombeta, as quais serão tocadas, uma a uma... As sete trombetas compõem o sétimo selo. O toque da sétima trombeta anuncia a volta do Senhor!
Jesus voltará durante a Festa das Trombetas. A Festa das Trombetas, como a de Pentecostes, é de Alegria... Foi no Pentecostes que o Espírito Santo veio! Nota: O "primeiro dia do sétimo mês" é o Dia da Festa das Trombetas - (Levítico 23:24 ; Neemias 8:2)
Este dia para é para Seu povo será um dia singular, de grande alegria, mas para os ímpios será o Grande e terrível dia do Senhor!
A Festa das Trombetas é um dia de solenidade. Começa com guerra mas termina com o retorno de Jesus Cristo em triunfo. A Festa das Trombetas é hoje um Dia para nos prepararmos mas será um dia de muita alegria no futuro.
A Igreja precisa estar em Sião onde se toca o Shofar para reconhecer este som e estar preparada!

FESTA DE TABERNÁCULOS (SUCOT)
A ordem de Deus para celebrarmos a festa - compromisso dos Tabernáculos encontra-se em Levítico 23:34-43: "Aos quinze dias deste sétimo mês será a festa dos Tabernáculos ao Senhor, por sete dias. No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis. Durante sete dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor, e no dia oitavo tereis santa convocação, e apresentareis ofertas queimadas ao Senhor. É dia solene; nenhum trabalho servil fareis... No primeiro dia tomareis para vós frutos de árvores formosas, folhas de palmeiras, e ramos de árvores cheias de folhas, e durante sete dias vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus. Celebrareis esta festa ao Senhor durante sete dias a cada ano. É estatuto perpétuo pelas vossas gerações... Sete dias habitareis em tendas...para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egipto. Eu o Senhor vosso Deus."
O tabernáculo em si, para aqueles não familiarizados ainda, é onde o Senhor habitava no meio de seu povo, dele recebia adoração e sacrifício, e com ele falava, no período da Antiga Aliança. Este é o tema de Tabernáculos: Deus habitando com Seu povo. É interessante ver a descrição e o uso das diversas áreas e utensílios do tabernáculo, assim como a disposição dos rituais, nos capítulos 25,26 e 27 do livro de Êxodo.
Quando o apóstolo João nos descreve na passagem 1:14 do seu Evangelho, a primeira vinda de Jesus, "O Verbo se fez carne e habitou entre nós...", vemos pela palavra usada, "habitou", que a imagem que ele percebeu foi a de Tabernáculos, com Deus habitando no meio de Seu povo.
Há, inclusive, controvérsias sobre a data correcta do nascimento de Jesus em Belém. Há muitos cristãos que pela falta de uma clara informação bíblica a este respeito, se recusam a definir uma data. A Igreja Ocidental, desde o quarto século da era cristã, adopta 25 de Dezembro como sendo a data deste divino evento. A maioria dos historiadores, entretanto, acredita que isto tratou-se de uma concessão feita aos pagãos do império romano. Frequentemente, aliás, a igreja após o século IV, adoptou como cristãs, festividades pagãs, como uma "estratégia" para obter novas conversões. Afinal, é mais fácil aproveitar hábitos existentes do que modificá-los, especialmente se enraizados. 25 de Dezembro é bem um destes exemplos. Tratava-se de uma festividade pagã, antiquíssima, para comemorar a volta do sol, após o solstício de inverno. Nada tem a ver com o nascimento de Jesus Cristo.
Cremos que Jesus nasceu em plena Festa de Tabernáculos, no primeiro dia desta Festa. As razões divinas para isto tornam-se muito claras, quando examinamos o quadro geral das Festas do Senhor. Veja, o Plano Redentor de Deus, para facilitar um entendimento mais amplo e promover maior aceitação de Jesus como o Messias, revelou-se nas datas que o Senhor santificou e ordenou a Seu povo celebrar, guardando notáveis paralelos com os significados de cada um desses eventos: Jesus morreu na cruz, como nosso Cordeiro Pascal, no exacto dia da Páscoa; Jesus ascende ao Pai no dia das Primícias dos Frutos; o Espírito Santo é-nos enviado, para nosso revestimento, em Pentecostes. E o nascimento de Jesus, um evento fundamental, se daria fora de uma destas Festas bíblicas? Certamente que não. E qual seria a Festa mais apropriada para Jesus nascer, para Deus habitar entre nós, senão Tabernáculos?
Há várias evidências de que a Festa de Tabernáculos marca o nascimento de Jesus:
- desde que o ministério terrestre de Jesus durou três anos e meio, e Ele morreu na Páscoa, que é em Março/Abril, o início de Sua obra, aos 30 anos, aponta o Seu nascimento para Setembro/Outubro, onde temos a Festa de Tabernáculos, e não para 25 de Dezembro.
Como os pastores poderiam os seus rebanhos no campo - referência que consta da descrição da nascimento de Jesus, nos evangelhos, no fim de Dezembro, quando em Israel é pleno inverno? Estes ficavam confinados, segundo o costume local, de Novembro a Fevereiro.
Mais uma pista: sabemos por Lucas, que Maria e José deslocaram-se para Belém para atender ao censo de Herodes, que, embora ordenado pelos romanos, mantinha o costume local de fazê-lo na cidade do patriarca de cada família. José era de Belém. (Bem, se não fosse por essa razão prática, outra apareceria, porque era necessário que o Messias nascesse em Belém, para cumprimento das profecias). Por que este evento, ao qual se seguia a cobrança de impostos, se daria no meio do inverno e não após a colheita? A safra que antecede o inverno, a última do ano, é colhida no outono local e é seguida imediatamente pela Festa de Tabernáculos.
Tabernáculos era uma das três ocasiões, como já vimos, em que se dava a peregrinação em massa, de todo o país para Jerusalém (as outras duas eram Páscoa e Pentecostes). Nesta ocasião, não só Jerusalém mas todas as áreas circunvizinhas, recebiam um forte afluxo de peregrinos. E Belém dista apenas oito quilómetros de Jerusalém. Isto pode explicar porque Lucas nos relata, no seu Evangelho, 2:7, que os pais terrenos de Jesus não encontraram acomodações em Belém, utilizando-se então de uma manjedoura, para abrigo, na situação de Seu nascimento iminente.
Parece que realmente houve um dia santo marcando o nascimento de Jesus. Jesus foi Deus habitando no meio de Seu povo (Emanuel), com Seu nascimento perfeitamente tipificado pela celebração de Tabernáculos.
Entendendo sobre as Festas do Senhor, ganhamos todos uma compreensão mais profunda e verdadeira do significado real de inúmeras passagens da vida de Jesus e de Sua maravilhosa mensagem! Veja mais esta:
Em Tabernáculos eram costumeiras as orações rogando a Deus pelas chuvas de inverno, essenciais para restaurar a terra para a próxima colheita. E, no cerimonial histórico dos judeus, por ocasião do segundo Templo, o ponto alto, no último dia da Festa de Tabernáculos, acontecia quando o sacerdote, simbolicamente, derramava água no altar do Templo, obtendo fervorosa reacção da plateia. Falta acrescentar que as águas buscadas não eram apenas as da chuva, desde que um texto bem utilizado era o de Isaías 12:3 "Vós com alegria tirareis água das fontes da salvação". Então, mais que a chuva, esta cerimónia ilustrava profeticamente os dias de redenção messiânica, quando a água do Espírito Santo seria derramada, pelo esperado Messias, sobre todo Israel.

RAZÕES PARA CELEBRAR A FESTA DOS TABERNÁCULOS

ISRAEL NOS PLANOS DE DEUS
Muitos cristãos tem aprendido que a nação de Israel, por meio da qual Deus revelou muitas as vezes no passado o Seu poder perante as nações, já não faz parte de Seu programa, pelo facto de terem rejeitado o Messias em Sua primeira vinda. O Espírito de Profecia livra-nos desse falso conceito, e incentiva-nos a pesquisarmos o assunto nas Escrituras:
Há uma poderosa obra a ser feita no mundo. O Senhor declarou que os gentios serão recolhidos, e não somente os gentios, mas os judeus. Há entre os judeus muitos que serão convertidos e por meio de quem veremos a salvação de Deus sair como lâmpada acesa. O Senhor Deus fará coisas maravilhosas em justiça.
Haverá muitos convertidos entre os judeus, e esses conversos ajudarão a preparar o caminho do Senhor, e fazer no deserto caminho directo para nosso Deus. Judeus convertidos hão-de ter parte importante a desempenhar nos grandes preparativos a serem feitos no futuro para receber a Cristo, o nosso Príncipe. Nascerá uma nação em um só dia’ Como? Pôr homens que Deus designou converterem-se à verdade. Ver-se-á "primeiro a erva, depois a espiga, e pôr último o grão cheio na espiga". Cumprir-se-ão as predições da profecia de Isaías.
Somente aqueles que, desprovidos de qualquer preconceito, buscarem nas Escrituras a verdade divina sobre o papel da nação de Israel nesses últimos dias, estarão aptos a reconhecerem as coisas maravilhosas que o Senhor tem feito e fará, em justiça, no grande dia dos Tabernáculos que se aproxima. Nascerá uma nação em um só dia, composta por judeus convertidos. Cumprir-se-ão as predições da profecia.
Recorramos à Bíblia, para vermos o que Deus tem a nos revelar sobre a nação de Israel nos últimos dias.
"O Senhor vos espalhará entre os povos, e restareis poucos em número entre as gentes aonde o Senhor vos conduzirá. Lá servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não vêem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. De lá buscarás ao Senhor, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o Senhor, teu Deus, e lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu Deus não te desamparará, portanto é Deus misericordioso, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais" (Deuteronômio 4: 27-31).
"Porque os filhos de Israel ficarão pôr muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar. Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor, seu Deus, e a David seu rei; e, nos últimos dias, tremendo se aproximarão do Senhor e da Sua bondade" (Oséias 3: 4,5).
Nesta profecia de Oséias, David, é o Messias que, finalmente, será reconhecido pelos filhos de Israel como aquele a quem trespassaram. Esse grande acontecimento dará-se-à no dia do derramamento do Espírito Santo, como está predito em Zacarias:
"E sobre a casa de David e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito de graça e de súplicas, e olharão para mim a quem trespassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia pôr um unigénito e chorarão pôr ele como se chora amargamente pelo primogénito. Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade- Rimom, no vale de Megido. Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de David e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza" (Zacarias 12:10-11; 13:1).
Deus nunca esqueceu Israel; leiamos o que disse por intermédio de Jeremias:
"Assim diz o Senhor: Eis que restaurarei a sorte das tendas de Jacó e me compadecerei das suas moradas...Seus filhos serão como na antiguidade, e a sua congregação será firmada diante de mim, e castigarei todos os seus opressores. Não voltará atrás o brasume da ira do Senhor, até que tenha executado e cumpridos os desígnios do Seu coração. Nos últimos dias entendereis isto" (Jeremias 30: 18,20, 24).
"Eis que vem dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egipto; porque eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei" (Jeremias 31: 31 - 34).
A certeza de que Israel, apesar de todas as suas apostasias, continua nos planos de Deus como nação escolhida, vem de um juramento divino:
"Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir suas ondas: Senhor dos Exércitos é o Seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, pôr tudo quanto fizeram, diz o Senhor" (Jeremias 31:35,36).
Esta importante verdade é confirmada pelo apóstolo Paulo:
"Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum!...Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu...Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos de vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele libertará de Jacó as impiedades. Quanto ao evangelho são eles inimigos, pôr vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados pôr causa dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis" (Romanos 11: 25 - 29).
Muitos vêem na profecia das setenta semanas de Daniel 9, uma indicação de que o papel profético da nação de Israel se transferiria para a Igreja Apostólica, ao fim daquele período. Uma leitura atenta do capítulo 9 de Daniel, e dos capítulos posteriores, mostra-nos que a nação de Israel tem um importante papel a desempenhar nos últimos acontecimentos da história deste mundo. Observe: O mesmo anjo que disse a Daniel "setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo" (9:24), referindo-se ao desfecho do grande conflito, afirmou: “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo o que for achado inscrito no livro"(12:1). Daniel foi consolado com a promessa de que o seu povo, apesar de todos os problemas causados pelo pecado, haveria de triunfar finalmente, ao lado de Miguel, o grande Príncipe.
O livro O Grande Conflito, alerta-nos sobre a possibilidade de uma interpretação errónea das Escrituras no seio aos cristãos:
"A maior parte da igreja cristã tem-se separado do claro sentido das Escrituras, volvendo a sistema fantasioso: Admitem que, quando lêem judeus, devem compreender gentios; e quando se lêem Jerusalém, devem compreender igreja.”
Seria correcto e justo os cristãos que, na sua caminhada neste mundo, têm também falhado muitas vezes, aplicar a si todas as predições que falam de bênçãos e salvação, deixando para Israel somente as maldições?
Segundo a promessa de Actos 3:21, Deus está a restaurar todas as coisas, tirando a Sua Igreja do paganismo Romano, Babilónico e Humanista, levando-a novamente para Casa, para a sua origem, Jerusalém, fazendo de dois povos um único povo para Sua Glória!

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